Santo Agostinho contra a Substituição Penal

St. Agostinho, Bispo de Hipona.

Introdução

Não é uma informação revolucionária para qualquer estudante de Patrologia que a noção de que a morte de Cristo foi (1) um pagamento ao Pai ou (2) uma punição pelos nossos pecados não é muito patente nos Pais da Igreja. Vários dos próprios defensores da Substituição Penal admitem que essas duas noções (ambas de carácter fundacional para a sua Teologia) são desenvolvimentos tardios, frutos de uma época próxima ao findar da Idade Média. Entre os nomes que reconhecem isto podemos enumerar J.I. Packer, John Stott, Charles Hodge e John MacArthur, teólogos demasiadamente influentes no meio reformado da atualidade. Vozes que não podem ser ignoradas em suas concessões, as quais o leitor poderá conferir abaixo:

Agostinho, Morte de Jesus e Expiação

(1) Jesus foi punido por nossos pecados?

Christus Victor

O teólogo africano não acreditava que Cristo morreu como resultado de uma punição (ou do infligir de uma pena) nem acreditava que o resgate havia sido pago a Deus. Dois pontos fundamentais para a Substituição Penal claramente negados pelo mesmo. Seja qual for a interpretação que venhamos a dar a teoria da Expiação em Agostinho, esses fatores devem ser levados em consideração.

Seminarista pelo CETAD/PB (seminário da Assembleia de Deus na Paraíba), tradutor e graduando em Ciências da Religião pela UFPB.

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