Image for post
Image for post
Jesus before the High Priest of Old Covenant

O livro de Hebreus parece apresentar a maior dificuldade no que se refere ao “L” (expiação limitada) e o “P” (perseverança dos santos) da TULIP. As várias passagens de advertência, em Hebreus 6 e outros lugares, parecem indicar que um verdadeiro cristão pode cair. Ao examinar o livro de Hebreus, descobri que essas passagens, lidas no contexto, ensinam que o crente pode cair. Também acredito que eles ensinam que Cristo é a propiciação e mediador para todos os homens, sem distinção. Vou explicar porque acho que Hebreus ensina ambos os pontos.

Primeiro, veja todas as passagens de apostasia no livro:


Image for post
Image for post
João Calvino

Indiscutivelmente, João Calvino foi o exegeta da Reforma e um dos maiores intérpretes de todo o Cristianismo. Sua grandeza como teólogo, contudo, não o exime de ter cometido alguns equívocos doutrinários.

Particularmente, penso que Calvino cometeu um erro em relação a doutrina da Trindade conforme explicada nos credos universais da Igreja Cristã, erro esse, aliás, que é seguido por muitos exegetas da atualidade. Nas Institutas (1.13.29), Calvino afirma categoricamente que considera a Doutrina da Geração Eterna uma tolice. Ele escreveu:

“Por que, de que serve disputar se o Pai gera eternamente? Tendo como indubitável que desde toda a eternidade há…


Image for post
Image for post
Lamb of God

Um dos textos mais fundamentais que fala contra uma compreensão calvinista da expiação é 1 João 2:2: “Ele [Jesus] é o sacrifício expiatório pelos nossos pecados, e não apenas pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.” A posição reformada é que a morte de Cristo foi apenas para os eleitos, com a possível exceção da graça comum sendo comprada por meio da cruz.

Então, como o calvinista responde a um texto como este? Não é que os comentaristas reformados tenham ignorado esse versículo, mas eles tentam encaixá-lo em sua teologia. Primeiro, perguntam: “o que significa mundo?”. Revela-se que…


Image for post
Image for post
Revdmo. William Beveridge

O Dr. William Beveridge (1637–1708) foi um grande teólogo e clérigo anglicano do século XVII.

Defendeu vigorosamente o mais proeminente símbolo de fé da Inglaterra, o Livro de Oração Comum (Common Prayer Book) e escreveu uma das grandes ‘teologias sistemáticas’ de seu tempo: The Doctrine of the Church of England Consonant to Scripture, Reason, and the Fathers: A Complete System of Divinity (2 vols). Além disso, era grande conhecedor da patrística e promovia as regras de piedade desenvolvida entre os Pais da Igreja Primitiva. Foi bispo de St. Asaph, na Britânia.

Beveridge falou com clareza e propriedade sobre a doutrina…


Image for post
Image for post
Yago Martins

Introdução

No dia 28/01/2021 o teólogo batista Yago Martins, escritor e pastor cearense, postou um vídeo em seu canal do Youtube, o Dois Dedos de Teologia, por título de: “Os pais da Igreja batizavam crianças?” (confira aqui). Respeitosamente, tal como Martins foi em seu vídeo, pretendo citar algumas frases dele (com suas respectivas minutagens ) para as comentar, isso à luz do que penso ser uma melhor interpretação dos textos dos Pais da Igreja. Pois bem, iniciemos.

Yago inicia seu vídeo afirmando que “O batismo infantil começou no terceiro século. Antes do terceiro século NÃO HÁ registro de debates sobre o…


Image for post
Image for post
Cemitério ao lado de uma Igreja

Introdução

No texto anterior, defendi que a questão das orações em prol dos falecidos é uma questão disputável no Cristianismo. O que quero dizer é que essa é uma doutrina jamais questionada nos primeiros dezesseis séculos da Igreja e que contou com defensores extremamente piedosos e ilibados das mais diferentes tradições, tais como Agostinho, Tertuliano, Melanchton, John Wesley e C.S. Lewis. Se fosse algo tão delicado quanto um assunto que poderia afetar a salvação de alguém, teríamos de condenar tais homens pios ao inferno por terem defendido a prática, o que um cristão — em sã consciência — jamais faria! Agora…


Image for post
Image for post

No ano de 1602, o pastor reformado e teólogo holandês Jacó Armínio engajou-se numa disputa com o teólogo puritano e clérigo inglês William Perkins acerca da ordem e do modo da Predestinação. Resumirei o debate, destacando alguns pontos interessantes e dignos de nota. Todas as citações de Armínio foram retiradas do livro “As Obras de Armínio — vol. 3” (2015), da CPAD/RJ.

1. Distante de ser uma disputa ordinária entre calvinistas e arminianos, na qual discutem-se, por vezes infrutiferamente, a interpretação de versículos específicos (análoga ao famigerado programa de televisão Vejam Só!), o debate que se desenrolou entre esses dois…


Image for post
Image for post
John Wesley preaching in his father’s burial

Introdução

Confesso que não pretendia escrever esse texto por dois motivos: (1) o imenso respeito que possuo em meu coração pelo rev. Rodrigo, a quem reconheço como um ministro fiel do Evangelho, (2) a realidade de que — possivelmente — serei “cancelado” por muitos evangélicos. Instigado, todavia, pelo próprio pr. Caeté, que contatou-me e também mostrou-se aberto ao diálogo, resolvi redigí-lo.

Reconheço, antes de começar, que trata-se de um assunto delicado e por isso, recomendo a leitura do artigo do rev. Gyordano Montenegro (aqui) para mais fundamentações concernentes a visão favorável.

O artigo será dividido em duas partes. Uma primeira ponderação…


Image for post
Image for post
Duns Scott

Trataremos um assunto que demandará uma reflexão mais calma e delicada. Qual é o relacionamento entre a Lógica e o Cristianismo? Alguns cristãos professos (por vezes, bem-intencionados) ocasionalmente argumentam, lançando mão de dogmas da fé cristã como a Trindade ou a Encarnação, que o Cristianismo não está “preso” as leis da lógica. Essas leis seriam, dizem eles, meros ensinos humanos originados numa vã filosofia que jamais deveria ser aplicada como limitadora das doutrinas bíblicas. Essa tendência é o que teólogos como o exegeta John Stott[1] no Capítulo 1 de uma de suas obras enumera como nocivas ao cristianismo: o Irracionalismo.


Image for post
Image for post

O resumo do que eles [os antitrinitários] dizem em geral é:

1. “Como essas coisas podem ser? Como três podem ser um, e um ser três? Toda pessoa tem sua própria substância; e, portanto, para que sejam três pessoas deve haver três substâncias, e assim três deuses”.

Resposta. Toda pessoa [da Trindade] tem distintamente sua própria substância, pois a única substância da deidade é a substância de cada pessoa, por isso ainda assim ela é uma; mas cada pessoa não tem sua própria substância distinta, porque a substância de todos elas é a mesma, como foi comprovado.

2. Eles dizem…

Jadson Targino

Seminarista pelo CETAD/PB (seminário da Assembleia de Deus na Paraíba), tradutor e graduando em Ciências da Religião pela UFPB.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store